Não dá para ficar em cima do muro em relação ao debate sobre as organizações terroristas PCC e CV”, afirma Capitão

Em atendimento ao pedido do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, o governo dos Estados Unidos decidiu classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, que passa a valer em 5 de junho, desencadeou um intenso debate no Brasil sobre seus efeitos.

Para o pré-candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PL), não há espaço para neutralidade. “Não dá para ficar em cima do muro em um debate tão claro quanto esse. Ou se está ao lado da sociedade e de quem defende uma ação ampla e dura contra as facções criminosas, ou se está com o governo Lula, que nunca fez nada efetivo nem investiu recursos suficientes para combater o crime organizado”, afirmou.

Segundo Contar, o presidente Donald Trump colocou o dedo na ferida ao expor a fragilidade do governo brasileiro. Para ele, a medida norte-americana amplia a capacidade de atuação contra o tráfico de drogas e crimes transnacionais, fortalecendo a cooperação entre países.

O pré-candidato criticou os governos do PT por omissão e negligência na área da segurança pública. Ele também apontou que o anúncio recente de Lula sobre o lançamento de um programa e o aumento de recursos para o combate ao crime organizado é “populista e eleitoreiro”, afirmando que a medida apenas evidencia a falta de uma estratégia consistente e permanente para enfrentar o avanço das facções criminosas.

“O PT sempre achou que a violência é consequência da desigualdade e das condições sociais, que o bandido é uma vítima da sociedade. O partido sempre terceirizou a segurança pública para os estados. É evidente a omissão e a negligência do Governo do PT na área da segurança pública. É uma vergonha”, declarou.

Ainda sobre esse debate, Contar concluiu que não adianta criar comissões para avaliar efeitos e impactos da medida americana. Para ele, é preciso ter posicionamento firme: “Chega de discursos vazios. Um governo que nunca fez nada efetivo para proteger o povo brasileiro permitiu o avanço do crime organizado. Isso precisa ser enfrentado com coragem e ação real”, concluiu.